O mágico quase perfeito – Aurora Garcia – 9º A
Professora Ludimilla Rupf
Heitor era um mágico experiente, tinha aproximadamente 44 anos e uma carreira muito bem sucedida. Mas houve uma noite em especial que marcou a vida dele para sempre, e isso eu posso garantir.
Era uma grande noite, o teatro estava cheio, o público ansioso por mágicas, e Heitor foi muito bem até o “grand finale”, quando realizaria um truque de levitação, fazendo seu assistente levitar. Tudo ia correndo muito bem, o clima de suspense era perfeito; o assistente flutuava como se fosse mágica (essa é a ideia, não é?), mas a situação saiu do controle: o pobre homem levita demais e, num ato desesperado, Heitor tenta puxá-lo de volta para o chão, agarrando seu terno. Nada adiantava.
Depois de o assistente sair de vista, as tomatadas vieram, uma chuva vermelha caiu sobre o palco branco. Envergonhado, o mágico, até então bem sucedido, fugiu em busca da equipe de efeitos especiais querendo uma explicação. Mas foi isso que o assustou. Não havia equipe de efeitos especiais.