A Floresta Pede Socorro – Caio Victor Silva (6º A)
No Brasil do futuro, as florestas quase todas já foram destruídas. A última reserva, encontrada no interior do Amazonas, está sendo devastada por uma grande empresa madeireira. Eles, com grandes máquinas, já começaram a derrubar as grandes árvores. Mas, além dos humanos, outros seres estão muito preocupados e incomodados com a destruição do último refúgio natural do Brasil.
Em uma noite, um canto foi ouvido pelos madeireiros em seu acampamento. Eles não viram quem cantava, mas a floresta silenciou, para ouvir. Era Iara, a sereia que habita as florestas. Quase que imediatamente um assobio persistente e misterioso cortou a noite. Parecia responder o canto da sereia. Era o Saci. De repente, um grito longo e estridente soou, fazendo gelar o sangue de quem ouviu. Era o Curupira. E de um grande facho de luz surgiu o Boitatá. O encontro estava marcado.
Iara falou:
– Os homens estão destruindo tudo!
O Saci completou:
– A floresta está morrendo!
Curupira gritou:
– Temos que fazer alguma coisa!
Boitatá, nervoso, com seus olhos enormes, esbravejou:
– Fazer o quê?
E do meio da floresta veio uma voz:
– Usem seus poderes!
Todos, assustados, perguntaram:
– Quem está falando?
Ninguém respondeu.
E a noite passou.
No outro dia, as máquinas voltaram a derrubar tudo. Passaram o dia destruindo.
Chegando a noite, os madeireiros voltaram para o acampamento para jantar e descansar. Mas, que surpresa desagradável, estava tudo destruído. Parecia que um grande vendaval tinha passado por ali. Escondido atrás das árvores, o Saci dava pulos de alegria e gritou:
– Boitatá, é a sua vez!
E do meio das árvores surgiu uma gigantesca cobra com olhos de fogo, que pareciam faróis. Os homens apavorados correram cada um para um lado, para dentro da floresta.
O Boitatá gritou bem alto:
– Curupira mostre o seu poder!
Com sua força, o Curupira passou a destruir todas as máquinas do acampamento.
Terminado o seu trabalho, Curupira chamou:
– Ei, Iara, acaba logo com isso!
E com seu canto, Iara fez os homens desaparecerem dentro do rio.
O Saci, fumando seu cachimbo, disse:
– Será que eles vão voltar?
A Iara respondeu:
– Não sei, acho que não.
– E se voltarem? – falou o Boitatá.
– Nós fazemos tudo de novo.
– Quantas vezes precisar – respondeu o Curupira.
E no meio da noite, usando seus poderes, essa liga extraordinária desapareceu na floresta.