Boa
alimentação e seus benefícios
Publicado
nesta sessão em 07/07/06
CUIDADOS
NA ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS
A obesidade na infância e na adolescência é
um problema que cresce rapidamente no mundo inteiro. No Brasil,
já temos mais crianças obesas que desnutridas,
e estudos epidemiológicos mais recentes apontam que
cerca de 15% dos jovens brasileiros estão acima do
peso. Esse quadro alerta para uma serie de complicações
que a obesidade acarreta, tanto para a saúde atual
da criança como quanto fator de risco para doenças
crônico degenerativas do adulto. Como a obesidade infantil
é uma doença de difícil tratamento, a
grande arma que possuímos é a prevenção.
É na infância onde o ocorrerá o primeiro
contato com os alimentos e o início da formação
dos hábitos e gostos alimentares desta criança,
sendo portanto, uma fase de extrema importância da participação
e o incentivo dos pais com relação a aceitação
destes alimentos. As crianças geralmente desenvolvem
hábitos alimentares semelhantes aos praticados pelos
pais, por isso, estes, deverão dar bom exemplo e tentar
preparar estes pratos da forma mais atrativa e saborosa ao
paladar da criança, não sendo ideal forçar
certos alimentos que a criança não aceite, e
sim incentivar a prova de todas as receitas e alimentos para
que ela mesmo possa qualificá-los como agradáveis
ou não ao seu gosto. Outro fator interessante é
a participação da criança ao escolher
o alimento no supermercado ou na feira, é interessante
que você leve seu filho para conhecer as hortaliças
e as frutas, e os produtos saudáveis que estão
à venda no mercado, isso ajuda a incentivar o consumo
destes.
Uma alimentação equilibrada é aquela
que forneça todos os grupos alimentares: carboidratos,
proteínas, gorduras boas, vitaminas e minerais nas
quantidades adequadas à idade e ao gasto energético
desta criança, devendo-se dar prioridade aos alimentos
mais ricos em vitaminas e menos gordurosos de cada grupo (como
mostrados na tabela 1).
Dentre estes grupos alimentares, as crianças em fase
de crescimento possuem necessidades aumentadas de alguns nutrientes
específicos, sendo estes: as proteínas, o cálcio,
o ferro, o zinco, a vitamina A, C e vitaminas do complexo
B (veja os alimentos fontes na tabela 2), necessários
para o crescimento, desenvolvimento e aprendizado. A falta
destes nutrientes leva a dificuldade de concentração
e raciocínio, crescimento inadequado, irritabilidade,
hiperatividade, sonolência, fraqueza, dentre outros
sintomas. O fornecimento adequado destes nutrientes pode ser
alcançado se adotada uma dieta rica em cereais integrais,
hortaliças, frutas, sucos, carnes e laticínios.
O tema dos lanches na escola tem levantado muita polêmica,
envolvendo o que deve ou não ser oferecido pelo estabelecimento
ou sobre a proibição do consumo de determinados
alimentos no ambiente escolar. A escola é certamente
um local onde os hábitos alimentares saudáveis
devem ser ensinados, estimulados e praticados. Todavia, cabe
à família a manutenção das práticas
saudáveis apropriadas pelo filho também no ambiente
familiar.
A alimentação na escola é de suma importância,
pois garante à criança energia para o próximo
período de aula proporcionando-lhe maior capacidade
de concentração e memória. Devem ser
evitados longos períodos em jejum, e assim, se destaca
a importância da realização de um café
da manhã saudável, o que, comprovadamente, contribui
para um melhor desempenho escolar.
Muitos pais hoje têm dúvidas com relação
ao que fornecer em lanches para seus filhos, seja por falta
de tempo para preparar estes lanches, hábitos inadequados
de seus filhos ou até mesmo por falta de informação.
É importante lembrar que os alimentos prontos e rápidos
fornecidos no mercado, geralmente são ricos em conservantes,
sal, química e gordura trans, substâncias que
com o uso constante podem levar á obesidade infantil,
aumento de pressão e colesterol, alergias entre outras
complicações. Por isso devemos atentar para
os rótulos destes produtos e dar preferência
á alimentos que sejam insentos de gordura trans, baixo
teor de sal e conservantes, como os alimentos integrais e
orgânicos. Na tabela 3 em mostro algumas sugestões
de lanches prontos e rápidos de preparar para lancheira
da criança.
È importante se lembrar que para que um lanche seja
equilibrado, este precisa ter um fornecimento 15% das necessidades
energéticas diárias (em torno de 350 calorias,
para crianças de 6- 13 anos) e pelo menos um alimento
de cada grupo alimentar, ou seja: carboidratos (biscoitos,
pães, barrinhas, cereal, etc), proteína (Iogurte,
toddynho, Ades, queijos, etc) e uma porção de
vitaminas (frutas ou sucos), conforme esquematizado na tabela
1. Uma outra opção é se trabalhar a educação
nutricional em casa, ou seja, a importância de certos
alimentos para nossa saúde, e combinar de forma clara
e tranqüila os dias em que a criança poderá
comer um alimento menos saudável como por exemplo:
pipoca, cachorro quente, salgados, guloseimas e chips, mas
sempre destacando que estes não devem ser a base de
sua alimentação e sim consumidos eventualmente
(1-2 vezes na semana). Procure evitar a monotonia, variando
sempre o cardápio e solicite sempre a opinião
da criança no momento de preparo da lancheira, tendo
sempre o controle da quantidade, não devendo esta ser
exagerada (procure não mandar pacotes inteiros e sim
bolachas em ziplock).
Cuidados na conservação dos alimentos:
Uma vez que muitos alimentos são perecíveis
ao calor, é indicado que se evite o fornecimento destes
alimentos, uma vez que estes por 2 ou mais horas no calor
podem provocar danos á saúde. Alimentos a serem
evitados: Carnes cozidas, aves, pescados, ovos, sanduíches
de frios, incluindo presunto, leite, queijos cremosos, legumes
cozidos, massa cozida, pudim, sopas, Bolos caseiros recheados
com creme, pizzas e sobras. Pode ser utilizado um recipiente
com gel congelado para manutenção de sucos e
iogurtes gelados.
Cantina escolar:
Entre os produtos oferecidos pela cantina escolha os salgados
assados; pão de queijo; bolachas na versão sem
recheio; iogurte, preferencialmente os de fruta; leite fermentado
(Yakult); achocolatado (Toddynho); bolos (cenoura, fubá);
frutas frescas (uva, banana, maçã, pêra);
água de côco; sucos naturais; biscoitos integrais;
picolés de fruta e barrinhas de cereal.
Tenha paciência, aos poucos, a criança compreende
e se apropria de hábitos alimentares mais saudáveis
e desejáveis para uma melhor qualidade de vida!
CONTATO:
Dra. Roberta Larica
Nutricionista e Personal Diet
Consultório:(27) 32244407
roberta.nutricionista@gmail.com
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